Co-Autores: Ruy Fortini e Glenda Shaw
Em meio ao clima networking-entre-amigos
que o Rio Music Conference nos proporcionou já em seu coquetel de lançamento,
só se viam sorrisos.
Rostos conhecidos, players importante do cenário carioca, DJs,
patrocinadores e alguns peixes-fora d`água se misturavam no andar prime do
shopping Fashion Mall. O evento foi redondinho, inclusive no quesito
músical.
Quando cheguei, João Paulo - o
pai do ano – assumia as carrapetas e parecia traduzir o ambiente do coquetel em
seu set: empolgante e fino.
Após um infundado boato de No Show do Luciano, atração-mor
da noite, descobrimos que o cara já estava lá, entre um drink e outro. Por que
não conversar com o maior nome do Rio Music Conference (na minha humilde
opinião), então?
Apesar de curtir bastante o som do cara, nunca fui ligado a
biografias e sabia pouco de sua história. Eu, Ruy Fortini e Glenda Shaw fomos
procurar um dos braços musicais do Molotov21, Bernardo “El Caloroso” Campos que
deu o caminho das pedras. Puxando o cara num canto após apresentados por Brunno
Mello, começamos o bate-papo:
1) Você é chileno e se mudou pra Berlim, assim como muitos outros
artistas de fora da Europa. Como foi e qual foi o motivo dessa mudança?
Na realidade, há pouco me mudei de Berlim e fui morar num
pequeno vilarejo montanhês na fronteira entre a França e a Suiça. Estou
adorando! O clima é perfeito pra trabalhar e descansar.
Quando me mudei do Chile para a Europa, buscava melhores
oportunidades para expor minha música e a Alemanha é a Hollywood do techno. Fui
em busca de evoluir e ser valorizado como profissional
2) Você é a cabeça por trás da Cadenza
Records/Agency. Qual é o conceito por trás deste empreendimento?
A Candeza tem o objetivo de descobrir e desenvolver novos
talentos e – como falamos antes – eu não dou a mínima pra origem ou
nacionalidade desses artistas.
Ainda não conheço profundamente a produção
musical eletrônica do Brasil e vejo o Rio Music Conference como uma excelente
oportunidade pra isso. (N.R.: Nesse momento, aponto para Rafael Droors que sentava
atrás de nós e digo que ele é um dos membros do Jamanta Crew.) Já ouvi falar
muito bem do som deles! Voltando á Cadenza, temos alguns ótimos artistas
sulamericanos como o Felipe Menegas e as portas estão sempre abertas pra mais
gente que faça música boa. It´s all about
the music.
3) No último verão europeu você foi
eleito o melhor DJ de 2009 em Ibiza. Qual é sua relação com o balneário
espanhol?
Ibiza é minha segunda casa... Na realidade é minha primeira! Sinto algo de
muito especial naquele lugar. São excelentes clubs, é empolgante ver pessoas do
mundo inteiro que vão lá apenas pra dançar e se divertir! Faço isso já há 10
anos e é realmente um lugar mágico.
Para este ano temos um projeto onde faremos noites da
Candeza em dois clubs, um deles possivelmente o Cocoon, onde sou residente. E
não será só na alta temporada, mas durante o ano todo.
4) Você tem uma boa relação com outro grande DJ
chileno, Ricardo Villalobos. Além dos
memoráveis back to backs, vocês tem produzido ou estão envolvidos em algum
projeto juntos?
Conheço Ricardo desde que tenho 15 anos, quando ainda
estávamos no Chile. Nós fazemos muitos back2backs mundo afora e nossa relação
profissional tem sido essa, além da grande amizade. Ele também tem lançado
algumas faixas pela Cadenza.
Antes, costumávamos produzir muita música juntos, mas já faz
um bom tempo que não fazemos isso. Aproveitamos nossos encontros mais pra tocar
e nos divertir mesmo.
5) E como anda o
cenário musical chileno atualmente?
Pra falar a verdade não tenho acompanhado muito o desenvolvimento lá, apesar de
ir ao menos uma vez por ano. Mas quando volto pra casa, rever minha família e
meus amigos é prioridade. Me sinto como um turista em minha cidade natal.
6) O que você acha da iniciativoade uma conferência de grandes proporções como
Rio Music Conference ser realizado na America do Sul, mais específicamente no
Rio?
Acho excelente! Essa rede de negócios é muito legal,
principalmente se for focada não só em grandes nomes internacionais, mas com o
foco sempre no mercado interno. O Rio Music Conference deve ser uma mola
propulsora para o desenvolvimento local e que quem saia ganhando seja sempre o
público , os profissionais, marcas, músicos, clubs do Rio, do Brasil e da
América Latina.
Fonte: http://feeds.rraurl.com/~r/_blogs/~3/V- ... do_RMC2010
